"MERCEDES" espetáculo sobre a primeira bailarina negra do Teatro Municipal

Foto: Daniel Barboza
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O trabalho de estreia da Cia. Emú de Teatro Negro mistura teatro, dança, música, literatura, expressões populares e elementos do patrimônio cultural brasileiro para contar a história da bailarina Mercedes Baptista (1921-2014), uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo e primeira bailarina negra do Theatro Municipal. Além de apresentações de sexta-feira a domingo, haverá uma sessão especial na terça-feira do feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Bailarina de formação erudita, pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca, Mercedes Baptista se tornou uma das maiores artistas negras do Brasil ao conectar sua formação clássica aos conhecimentos das danças de matriz africana. Os trabalhos documentais sobre a vida da bailarina, entretanto, ainda são poucos. "A montagem marca o primeiro registro em caráter dramatúrgico de um dos mais importantes nomes da dança brasileira", ressalta Sol Miranda, idealizadora do espetáculo Mercedes.

As pesquisas para a produção da peça começaram em 2012, com o aval da própria bailarina. "Todo o material relacionado à sua biografia, incluindo o acervo de imagens, foi liberado para a criação artística do projeto", conta Sol Miranda. "A dramaturgia resultou de um processo de improvisação de cenas, com a utilização de múltiplas linguagens e baseando-se em materiais disponíveis sobre a obra de dona Mercedes Baptista." Depois de estrear em 2016, o espetáculo participou de mostras como a Benjamin de Oliveira, em Belo Horizonte (MG), e a Olonadé, da Cia dos Comuns, no Rio de Janeiro (RJ).

Oficina e vídeo-instalação:

Nos dias 10, 11, 16, 17, 18 e 20 de novembro, das 16h30 às 18h, a Cia. Emú de Teatro Negro vai oferecer uma oficina gratuita de Dança afro-brasileira e dança afro-contemporânea. Ministrada por Charles Nelson e Fábio Batista, a atividade parte do princípio de que o corpo traz consigo memórias ancestrais capazes de potencializar processos físicos e artísticos. "A dança afro-brasileira, elemento que impulsionou Mercedes Baptista no cenário artístico pelo mundo, neste trabalho, será inserida como signo corporal-interpretativo, funcionando como resposta a questionamentos que os personagens carregam ao longo do espetáculo teatral", explica Sol Miranda. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

No Mês da Consciência Negra, a temporada de Mercedes na CAIXA Cultural Rio de Janeiro também contará com a exibição gratuita de uma vídeo-instalação na Sala Margareth Nascimento. A curadoria é da Afroflix, plataforma colaborativa que tem como propósito o resgate e manutenção da memória do protagonismo negro em conteúdo audiovisual brasileiro. Todos os trabalhos disponíveis na Afroflix precisam ter pelo menos um profissional negro nos créditos de sua equipe técnica ou artística. A visitação pode ser feita nos dias 9, 10, 11, 16, 17, 18 e 20 de novembro, das 14h às 18h30.

Cia. Emú de Teatro Negro:

Formada por jovens artistas negros, a Cia. Emú de Teatro Negro integra o Grupo Emú, que se propõe a formular espaços nos quais pessoas negras experimentam o agenciamento e a autoria de sua própria história. O grupo também fomenta a formação e consolidação de equipes negras no campo de trabalho e se desdobra ainda na produtora Emú Produções Artísticas e Culturais e no Núcleo de Estudos Geracionais Sobre Raça, Artes, História e Religião - NEGRAHR (IFCS-UFRJ).

"Com Mercedes, não somente apresentamos um espetáculo, como nos definimos enquanto grupo, e encontramos uma voz que nos legitima para ecoar uma luta do passado e concretizar seu eco no presente", diz Sol Miranda. A Cia. Emú de Teatro Negro também produz iniciativas como a Ultrajado - Mostra de Artes Negras, que recebeu o prêmio Questão de Crítica 2018, e a Segunda Black, indicada ao Prêmio Shell de Teatro 2018 na categoria Inovação.

 

Ficha técnica:

Elenco: Tatiana Henrique, Sol Miranda, Draysson Menezes, Ariane Hime, Raphael Rodrigues, Paula Pardon, Polly Marinho, Renata Araújo, Evandro Machado, Kaio Ventura, Frida Maurine, Raquel Terra, Ariel Donato, Tuany Zanini, Joao Alves e Canela Monteiro

Idealização: Sol Miranda
Texto: Sol Miranda e Cássio Duque
Direção: Juracy de Oliveira e Thiago Catarino
Supervisão de direção e de dramaturgia: Fabiano de Freitas
Direção musical: Sérgio Pererê
Letras musicais originais: Kadú Monteiro e Sérgio Pererê
Criação e composição percussiva: Kaio Ventura
Direção de movimento: Fábio Batista
Iluminação: Paulo César Medeiros
Figurino: Lucas Pereira
Operador de luz: Luan Almeida
Operador de som: Evandro Vital
Consultorias biográficas principais: Charles Nelson, Ruth Santos, Mercedes Baptista: A criação da identidade negra na dança, de Paulo Melgaço, Balé de pé no chão, de Lilian Solá Santiago
Direção de produção: Sol Miranda
Gestão de produção: Simone Braz
Produtora executiva e de marketing cultural: Aliny Ulbricht
Assessoria de imprensa: Duetto Comunicaçåo
Coordenação de comunicação: Daniel Barboza
Programação visual: Giulia Santos
Consultoria de comunicação: Bruno F. Duarte
Fotos de divulgação: Júlio Ricardo
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

 

Serviço:

Espetáculo teatral Mercedes

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena (Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro - Metrô e VLT: Estação Carioca)
Data: De 9 a 20 de novembro de 2018 (sexta-feira a domingo; haverá uma sessão especial na terça-feira do feriado do Dia da Consciência Negra)
Horário: 19h
Informações (21) 3980-3815
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Duração: 70 min
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Capacidade: 226 lugares (mais 4 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência

Oficina de dança afro-brasileira e dança afro-contemporânea, com Charles Nelson e Fábio Batista

Local: Teatro de Arena
Data: 10, 11, 16, 17, 18 e 20 de novembro de 2018
Horário: 16h30 às 18h
Duração: 1h30
Atividade gratuita
Inscrições: Pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Público-alvo: Bailarinos, atores e artistas com conhecimentos em dança

Vídeo-instalação Afroflix

Local: Sala Margareth Nascimento
Data: Dias 9, 10, 11, 16, 17, 18 e 20 de novembro de 2018
Horário: Das 14h às 18h30
Entrada franca