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Fábio Luís de Paula

Toda categoria trabalhadora precisa de uma representação forte para lutar por seus direitos e criar um espaço de encontro comum entre os profissionais da mesma área. É por isso que existem os sindicatos. Eles são entidades sem fins lucrativos que defendem os seus associados. No mundo do teatro não é diferente. Há inúmeros preconceitos pela classe artística, que às vezes ainda é julgada como “à toa”, e é contra isso que o Sated-SP (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo) trabalha.

 


Lígia de Paula Souza, presidente do Sated-SP desde 1986, explica que é uma organização de representação de todos os profissionais com base territorial no Estado de São Paulo somente. “O sindicato não serve apenas para direitos trabalhistas, como o piso salarial, mas também para cuidar da saúde, da mente e para ser um farol de atenção à evolução e progresso social. Nosso olhar está sempre em busca de novos mecanismos e melhorias à nossa categoria”.


O Sated foi criado em 18 de dezembro de 1934, numa época onde havia uma grande movimentação por conta do cenário político do Brasil. E o surgimento do sindicato foi uma proposta de atores, como Procópio Ferreira e outros, para que a profissão fosse oficializada. “Claro que houveram mudanças que acompanharam o tempo e a política ao longo desses anos. Temos a Lei 6.533, que regulamenta a atuação, e sempre buscamos atualizar e reformular nosso estatuto. A última vez que o fizemos foi em 2004”, destacou Lígia.

Campanhas e projetos
A presidente comentou que o Sated possui em seu currículo uma série de projetos. Um deles foi a Campanha para a Prevenção da Aids, que começou em 1987 e perdura até hoje. Eles também lutaram contra o problema de tráfico de pessoas, onde falsos recrutadores de artistas levavam profissionais para serem literalmente escravos fora do País. “Foram inúmeras batalhas que me orgulho de ter participado e promovido. Esta luta nunca acaba”.
Hoje dois pontos importantes encabeçam a lista de prioridades: ajudar associados com a questão da moradia e tocar o projeto da “Casa do Sated”, que vai ser uma espécie de retiro para abrigar aposentados sem condições de trabalho e sustento. Lígia pontuou que está tudo delimitado para esse plano. Será um condomínio em Mairiporã, com serviços médicos e atividades que pretendem manter a mente e o corpo saudáveis, tudo custeado pela entidade.
“É nossa obrigação cuidar desses profissionais que contribuíram com nossa categoria e com o Sated. Eles ficam idosos e as oportunidades de emprego ficam mais raras. É uma área de instabilidade e temos de saber contornar isso com destreza”.

Copa de 2014

O Sated-SP fica na região central da cidade, na avenida São João, 1086, no quarto andar, de fácil acesso por metrô e ônibus. Possui uma programação com cursos grátis e sessões com palestras e apresentações. Pra se associar, basta ir até lá se inscrever, munido de documentação básica, registro profissional (DRT) e três fotos sorrindo. É obrigatório ser do Estado de São Paulo e tem que contribuir com a taxa de um salário mínimo por ano.
“Estamos agora nos preocupando com a Copa, porque no período dos jogos muitos turistas estarão no Estado e os espetáculos serão, com certeza, uma opção para eles. Hoje os teatros estão lotados graças ao turismo e a Copa vai ser uma vitrine importantíssima!”, concluiu.