Palhaços franceses invadem Fortaleza

Felipe Sil / Jornal de Teatro

Palhaço como cultura. A figura quase mística do palhaço foi sinônimo durante séculos não só de diversão para crianças, mas também de arte popular. Com seus traços característicos como o rosto pintado e a roupa espalhafatosa, suas representações variam em cada país. De 15 a 17 de outubro, o público de Fortaleza perceberá as diferenças nacionais com o espetáculo “Casamento de Palhaço”, da companhia francesa Les Matapeste, com tradição na arte de clown na França. Espera-se uma plateia extasiada no Centro Dragão do Mar e no Theatro José de Alencar. A entrada é gratuita e, fora o primeiro dia de exibição, em que a peça tem início às 19h, nos outros dias o começo está previsto para 16h30m. O espetáculo integra o calendário oficial do Ana da França no Brasil.

“Casamento de Palhaço” tem por base a estrutura dramática da comédia. A estória é simples, mas encantadora por este motivo. A apresentação retrata a história de um palhaço que encontrou, finalmente, a mulher dos seus sonhos e, desde esse momento, inicia os preparativos para um casamento. Tudo, porém, resvalando para uma comédia longe de ser rasteira. Quando ele toma coragem para apresentá-la a família, porém, inusitados acontecimentos atrapalham seus planos e um enredo cativante toma conta do palco.

O diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas, comemora a chegada do evento à cidade nordestina. “Les Matapeste é uma companhia com tradição na arte de clown. Sua apresentação em Fortaleza é uma prova de que o Ano da França no Brasil está atingindo os seus objetivos: levar diferentes manifestações culturais francesas a todo o País, sem uma concentração em cidades ou regiões”, destaca.

A companhia foi criada em 1978 por Francis Lebarbier (Charles Matapeste) e Hugues Roche (Félix Matapeste). Desde então, consolidou-se como uma das mais importantes do segmento na França. O grupo já criou 18 espetáculos de palhaços, quatro de teatro e três de marionetes. Suas palhaçadas evoluem em um universo poeticamente “montado” de imagens, objetos e palavras. A influência e a base para tanto circo é a melhor possível. O grupo conta histórias inspiradas em grandes mestres e autores como a “Divina Comédia” de Dante; “O Graal”, de Robinson Crusoé;  Tchekov; e “Don Quixote”, de Miguel de Cervantes.

A companhia Les Matapeste já se apresentou em lugares não tão tradicionais como Cuba, em boa parte da África (Costa do Marfim, Togo, Ghana, Benin, Burkina, Guiné, Mauritânia, Cabo Verde, Senegal, Mali, Níger, Gâmbia, Angola, São Tomé, Gabão, Camarões e Congo), no Vietnã e no Oriente Médio (Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein). Neste encenação no Brasil, o espetáculo conta com o apoio do Governo Federal do Brasil e da República Francesa.

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