Por Pablo Ribera
Em maio de 1978, foi aprovada a Lei 6.533, que, enfim, regularizou as profissões de artista e técnico em espetáculos teatrais. Assim, os profissionais do teatro passaram a ter seus direitos de trabalhador garantidos. Alguns artistas que trabalhavam com produções coletivas, porém, sentiram que era necessária uma organização para representá-los juridicamente. Foi assim que, em agosto de 1979, nasceu a CPT (Cooperativa Paulista de Teatro).
Fundada conforme os termos da Lei 5.764/71, que define o cooperativismo no Brasil, a entidade surgiu para ajudar os profissionais a regularizarem seus trabalhos junto àqueles que os contratam. “Nós trabalhamos com diversas atividades para o mesmo fim. Atores, autores, cenógrafos, técnicos de iluminação, camareiras, todas essas profissões são abrangidas pela cooperativa”, explicou a vice-presidente da entidade, Cenne Gots. “Aqui, os profissionais são autônomos. Nós apenas facilitamos a contratação conforme as leis”.
A Cooperativa Paulista de Teatro tem como principais objetivos reunir artistas e técnicos, criando condições para o exercício de suas atividades – produzir, criar condições de distribuição, estabelecer contratos, convênios, representar os seus associados (individual ou coletivamente) e promover cursos, debates e seminários para qualificar os profissionais. “Nós oferecemos aulas, oficinas e workshops para que os associados tenham novos conhecimentos ou se atualizem”, disse Cenne. “Nós sempre visamos o aperfeiçoamento dos profissionais”, explica. Atualmente, são cerca de 3,1 mil associados ativos, sendo que a CPT é dividida em mais de 800 núcleos de produção. “É uma empresa igualitária, na qual todos os sócios têm os mesmos direitos e acesso aos mesmos serviços prestados”, disse Cenne. “Os núcleos são bem flexíveis. O cooperado pode fazer parte de um núcleo direcionado ao público infantil e também de um de palhaço, sem qualquer problema”, garante.
Além disso, os artistas cooperados têm à disposição uma empresa estruturada, regular e legítima, que dá todo o suporte necessário. “Oferecemos serviços como seguro de vida, estrutura jurídica nos contratos, direito de imagens, aulas gratuitas de canto, voz, corpo, inglês e espanhol, oficinas de direção, arte social, fóruns e uma biblioteca com diversas publicações”, disse a vice-presidente. Todos os cooperados tem seus direitos garantidos. Além disso, o pagamento do associado é legalizado, tem sua inscrição como autônomo na prefeitura, recolhe INSS e paga imposto de renda, tudo feito através da CPT.
Para se associar, basta assistir à reunião de integralização, que acontece às quartas-feiras, às 14h, entregar documentos necessários no cadastro (ver box) e pedir para ser integrado à CPT. Caso o pedido seja aprovado, o candidato deverá comparecer ao setor de cadastro para o pagamento de taxas e assinatura do livro de matrícula. “Nossa exigência é que aquele que deseja ser cooperado por nós tenha o DRT. Tem que ser profissional regulamentado da área”, disse Cenne.
A CPT responde por grande parte da produção artística teatral do Estado de São Paulo e conta com amplo reconhecimento de sua qualidade cultural. Já participou de importantes movimentos teatrais de São Paulo, e, hoje, é referência em todo o Brasil pelo trabalho cooperativado na área artística. “Nosso modelo é seguido por muitas associações, como as Cooperativas de Música, Dança e Culturas Populares”, disse Maysa Lepique, secretária da diretoria do CPT.
A cooperativa é presidida por Ney Piacentini, que conta com o apoio de Cenne Gots, Maysa Lepique, Marcos Pavanelli, entre outros membros da atual diretoria. O mandato dura dois anos, com possibilidade de reeleição.
CPT 30 anos Este mês, a CPT comemora 30 anos e, para festejar o aniversário, eventos foram realizados pela própria entidade. Em fevereiro ocorreu a cerimônia do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2008. Em maio, a 4ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo. Além disso, durante este ano, está em desenvolvimento o Projeto Teatro nos Parques, ampla temporada que pretende descentralizar o acesso à cultura na cidade de São Paulo e levar aos parques públicos da capital paulista apresentações teatrais gratuitas. Com a abrangência de 32 parques municipais, somando 128 apresentações, espera-se atingir um público de mais de dez mil espectadores. Será debatido ainda, nas comissões específicas do Congresso Nacional, outro projeto da CPT, que visa a formação de plateia para o teatro nas universidades federais brasileiras. Paralelamente, será lançado um livro, escrito em conjunto pelo jornalista Kil Abreu e pelo ex-presidente da agremiação, Luiz Amorim, sobre a trajetória dos artistas, técnicos e grupos associados nesses 30 anos de vida. Será dividido em três etapas, cada uma relacionada a uma década da CPT.
Como ser membro da CPT
1) Assistir à reunião de integralização realizada às quartas-feiras às 14h. (aproximadamente com duas horas de duração); 2) Entregar documentos no cadastro. O candidato, caso queira, pode entregá-los ao término da Reunião da Integralização; 3) A cooperativa tem prazo de dois a cinco dias úteis para análise dos documentos; 4) Sendo o seu pedido de ingresso aprovado, o candidato será comunicado por e-mail ou por telefone; 5) Efetuada esta comunicação, o candidato deverá comparecer ao setor de cadastro para o pagamento de taxas e assinatura do livro de matrícula.
Ingresso individual
Documentos necessários:
• Pedido de ingresso devidamente preenchido (no site) • Carta de indicação de um cooperado que esteja em situação regular (no site) • Cópia do CCM (Cadastro de Contribuinte Municipal) – Inscrição na Prefeitura onde você reside • Cópia da folha da carteira de trabalho contendo o número do DRT • Cópia do título de eleitor • Cópia do NIT (Número de Inscrição do Trabalhador) - INSS ou PIS/PASEP – Inscrição na Previdência Social. A inscrição pode ser feita via internet: http://www.dataprev.gov.br/servicos/cadint/cadint.html • Cópia do RG, CPF e Comprovante de residência • Breve currículo • 2 Fotos 3 x 4
Taxas para ingresso individual
• Capital Social (quota-parte): R$ 20 • Matrícula: R$ 35 • FAD (Fundo Antecipado de Despesas): R$ 15 mensais.
Obs.: Necessária quitação das FAD’s até o final do semestre.
Ingresso em grupo já cadastrado na CPT
Documentos necessários:
• Pedido de ingresso devidamente preenchido (no site) • Carta de indicação de um cooperado que esteja em situação regular (no site) • Autorização do representante para ingresso no grupo (no site) • Cópia do CCM (Cadastro de Contribuinte Municipal) – Inscrição na Prefeitura onde você reside • Cópia da folha da Carteira de Trabalho contendo o número do DRT • Cópia do título de eleitor • Cópia do NIT (Número de Inscrição do Trabalhador) - INSS ou PIS/PASEP – Inscrição na Previdência Social. A inscrição pode ser feita via internet: http://www.dataprev.gov.br/servicos/cadint/cadint.html • Cópia do RG, CPF e Comprovante de residência • Breve currículo • 2 Fotos 3 x 4
Caso o interessado não tenha cadastro no CCM e INSS e não possua DRT ou OMB, seu pedido de ingresso será negado.
Taxas para ingresso em grupo já cadastrado na CPT
• Capital Social (quota-parte): R$ 20 • FAD (Fundo antecipado de despesas): R$ 15 mensais.
Obs.: Necessária quitação das FAD’s até o final do semestre. |