Encerramento do FITA 2009 (Festival de Teatro de Angra dos Reis), no Rio de Janeiro, teve importantes estreias nacionais e muito humor
 Por Bruno Pacheco,redação Rio de Janeiro
O último fim de semana da Fita 2009 – Festival Internacional de Teatro de Angra do Reis –, no Rio de Janeiro, foi marcado por estreias nacionais e espetáculos repletos de ação, romance, humor e sexo. O evento fez jus ao slogan “Melhor festa do teatro do Brasil” e reuniu, entre os dias 30 de outubro e 22 de novembro, artistas renomados e peças premiadas. Ao todo, foram 62 diferentes apresentações para os públicos infantil, jovem e adulto. Na super tenda montada para receber as produções, na Praia do Anil, no centro de Angra dos Reis, um público estimado em 90 mil pessoas assistiu aos espetáculos nos dois equipados espaços: o Palco Sesc, com capacidade para 1500 pessoas, e o Palco Transpetro, para cerca de 500 espectadores. Esse último, durante a tarde, transformava-se no Palco Fitinha, com a programação infantil. Na sexta-feira, 20 de novembro, o Palco Sesc recebeu “Usufruto”, com Lúcia Veríssímo e Raphael Viana. Foi a estreia da montagem e da atriz como autora. Para uma plataia com mais de mil pessoas, o polêmico texto de Lúcia provocou o espectador e trouxe à tona temas pouco convencionais. Segundo a atriz, esta é a intenção da peça. “É uma caretice insuportável que impera hoje em dia. Essa proposta do espetáculo é dificílima, mas se as pessoas deixarem o teatro pensando sobre esses assuntos, já ganhei”, explicou. Nos momentos mais quentes de “Usufruto”, os personagens fazem sexo, mas quem esperava ver Lúcia Veríssimo nua, assim como seu companheiro de cena, ficou na expectativa. “Já fiz duas Playboys, quem quiser me ver nua é só procurá-las”, respondeu a atriz, com bom humor, durante coletiva. No intimista Palco Transpetro, o segundo capítulo da trilogia da companhia Satyros foi apresentado. A trupe havia mostrado, um dia antes, o primeiro capítulo da saga: “A Filosofia na Alcova”.
 A intitulada Sessão Maldita, apenas para maiores de 18 anos, apresentou “Os 120 dias de Sodoma”. Se um dia antes o público já se surpreendera, desta vez os desejos e perversões dos libertinos incomodaram alguns, que saíram antes mesmo do fim do espetáculo. Nada que desmerecesse as ótimas atuações e o texto de Rodolfo Garcia Vásquez. “Perturbador”, dizia um espectador no fim da apresentação. No sábado, 21 de novembro, foi a vez do humor. Sucesso da internet, o espetáculo “Deznecessários”, liderado pelo humorista e ator Paulinho Serra, teve todos os ingressos esgotados para as duas sessões disponíveis. No mesmo horário acontecia, no palco Transpetro, a peça “O Dia dos Loucos”, escrita, dirigida e interpretada por Marcos Americano. A peça, que trata de temas como racismo e consumismo, propôs uma reflexão sobre a sociedade através do humor. A noite de sábado foi encerrada com a apresentação do último capítulo da trilogia dos Satyros. A peça “Justine”, indicada ao prêmio Shell 2009, conta a história de duas irmãs que seguem caminhos distintos na vida. Porém, ambas têm seus valores de conduta e moral testados. A 6ª edição do Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis teve produção geral de Sandro Rabello e curadoria de João Carlos Rabello. Para quem não pôde participar este ano, fica o consolo: ano que vem tem muito mais.
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