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por Deni Braga O Grupo Satyros completa vinte anos em junho com quatro peças em cartaz. Com sede na praça Rossevelt, a trajetória do grupo é digna de um roteiro. De um ou de vários que passaram pela história dos Satyros. Fundado em São Paulo de 1989, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez já buscavam com o grupo Os Satyros um teatro experimental. Mas é em 1990 que o grupo tem seu debut polêmica. No Teatro Guaíra, em Curitiba, dividiram a crítica e o público com a encenação de Marquês de Sade: "Sades ou Noites com os Professores Imorais". Alguns anos se passam e o governo de Fernando Collor não deposita confiança na cultura de modo geral. Com isso, em 1992 o grupo parte para Lisboa, em Portugal. Lá, em um teatro abandonado se sustentavam principalmente com as oficinas de interpretação e cursos livres. A saudade aperta e em 1995, se instalam de volta em Curitiba. Sem abandonar o teatro luso, em Lisboa.
Cinco anos depois começa a corrida atrás de um local em São Paulo. O prédio abandonado na Praça Roosevelt foi o escolhido. Brigas com michês, prostitutas, ladrões, traficantes e marginais marcam a história do grupo que não se intimidava com as ameaças envolvendo sangue e cortes na ligação de energia elétrica. Em outubro deste ano, começará a funcionar uma escola de encenação idealizada pelo grupo. Financiada pelo estado, a escola deve receber mil alunos. O projeto está orçado em R$ 6 milhões por ano e depois de dois anos deve se instalar na praça Roosevelt.
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