“Identidade – Alteridade” estreia no próximo dia 23 de maio em São Paulo

“Identidade – Alteridade” estreia no próximo dia 23 de maio em São Paulo

A exposição “Identidade – Alteridade”, que será aberta no próximo dia 23 de maio, às 20h, na Serralheria, no bairro da Lapa, apresenta os fotógrafos Anderson Espinosa, Henri Badaröh, Maína Fantini, Shayane Lima, Sofia Colombini e Yuji Kawakami. O grupo de alunos do sétimo semestre do bacharelado em Fotografia do Centro Universitário Senac revela fragmentos da representação formal do que é um retrato ou de quem está sendo retratado. A partir desta licença, fotógrafo/fotografado e observador tentam descobrir e afirmar significados no visível e no invisível da imagem.
 
Para Maína Fantini, “observar um retrato é inquietante. O indivíduo retratado sai do anonimato e, quando posa, ele mascara, vira personagem. A fotografia é seu palco, e a pose é uma atuação. Ele busca ser congelado naquilo que deseja ser ou deseja que acreditem que seja. O fotógrafo deixa sua marca. Sempre coloca em toda fotografia algo de si. Faz as escolhas técnicas e estéticas de acordo com sua intencionallidade e ideologia, tudo condicionado por seu repertório cultural, adquirido individual e coletivamente. O retrato perante o espectador é um mistério”.
 
“Penso que viver é sofrer. Sofremos diariamente, o simples achar que o tempo, as horas, passam depressa demais, nos faz sofrer. Quero mostrar com essas imagens a identidade imagética que o sofrimento causa nas pessoas”, declarou Anderson Espinosa, que apresentrará “Fusion Reconstruction Mad” e especialista em fotografia de viagens e espetáculos.  
 
PROJETOS INDIVIDUAIS:
 
Anderson Espinosa
 
Em sua segunda exposição, primeira em um coletivo de fotógrafos, Anderson Espinosa se apropria de um retrato da cantora internacional Madonna, feito para ilustrar a capa do CD, “The Confessions Tour”. Usando técnicas fotográficas sem manipulação digital  cria novas significações. Suas imagens tem uma apelo dramático, sensações como angústia, perda e aprisionamento. O espectador é convidado a ter sua própria experiência imagética ao ficar em frente as obras. Através de espelhos sua imagem será fusionada, desconstruída e ressignificada assim como o retrato que deu origem ao seu trabalho.
 
Henri Badaröh
 
“Acrilírico” é um audiovisual que utiliza como base a música homônima de Caetano Veloso e Rogério Duprat e está inserida no disco “Caetano Veloso”, de 1969. A ideia principal é apresentar a música como objeto de estudo do inconsciente – por ser um material de áudio pouco conhecido e de alto teor poético. Antes da produção visual, foi feita uma pesquisa com várias pessoas, no intuito de chegar-se num possível “inconsciente coletivo”, onde apresentadas na versão final fossem parecidas com aquelas expostas pelos pesquisados.
 
Maína Fantini
 
Esse trabalho fotográfico faz parte de uma série de ensaios que a fotógrafa vêm desenvolvendo desde 2009 sobre a temática das angústias pessoais. A fotógrafa constrói uma narrativa, que parte da representação de sentimentos antagônicos: da sensação do preenchimento à sensação do vazio;  do excesso de informação à incapacidade de assimilação; da efervecência ao esquecimento.
 
Shayane Lima
 
O ensaio “Máscaras”, originalmente denominado “Le Masque” foi produzido em Arles, França. Durante breve estadia da aluna na cidade, questionou-se sobre o quanto de veracidade são tecidos os relacionamentos. Em meio a tantos questionamentos a que somos submetidos durante a vida, é realmente inevitável o uso de máscaras? A busca constante da identidade pela satisfação do ser, a utopia do pleno contentamento, parecem ser casa, pessoas queridas, rostos conhecidos.
 
Sofia Colombini
 
A imagem é composta de três fotografias: um retrato da avó, da mãe eda aluna foram fragmentados e algumas das partes foram reunidas com o objetivo de formar um novo ser incomum. Em um primeiro momento, a imagem passa a ideia de um ser humano anormal e enigmático, e convida a uma análise de cada uma das camadas, assim como a visão do todo.
 
Yuji Kawakami
 
Apresenta um corpo feminino que pretende fazer com que as pessoas ao observarem reflitam: esse retrato não representa apenas um único sujeito, essa identidade encontra-se transformada, fragmentada, modificada, assumindo diversas identidades a cada instante. Aqui o indivíduo deixa de ter uma identidade única e estável, está cada vez mais assumindo diversas identidades.
 
A Serralheria fica na rua Guaicurus, 857, Lapa – zona Oeste de São Paulo. O evento de abertura será  no dia 23 de maio, às 20h, e o couvert artístico para o circuito de improvisação livre e Rogério Costa custa R$ 10. A visitação segue até o dia 16 de junho, de quinta-feira a domingo, em horário a ser divulgado em http://escapeserralheria.org/. A exposição tem apoio da Serralheria, Centro Universitário Senac, Jornal de Teatro e Moldura Minuto.   

 

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