FIAC-BA chega a segunda edição visando a pluralidade artística

FIAC-BA chega a segunda edição visando a pluralidade artística

 Por Daniel Pinton Schilklaper  A partir do próximo dia 23, a Bahia abre suas cortinas para o Fiac-BA 2009 (Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia), em busca de uma cada vez maior pluralidade artística, com produções nacionais e internacionais. Até o dia 31 de outubro, serão 26 montagens com artistas de companhias de sete países, além do Brasil: a França, com “L’ Effert de Serge” e “La Prix, La Porte”; o Chile, com “Neva” e “Diciembre”; o Senegal, com “J’accuse”; a Dinamarca, com “Orô de Otelo”; a Holanda, com “Bull Dancing/Urro de Omi Boi”; a Alemanha, com “Jardim das Delícias”; e os Estados Unidos, com “La Prix, La Porte”. Entre os nacionais, a capital baiana recebe criações de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, numa diversidade que inclui o cruzamento de hip-hop e dança contemporânea, como o “H3”, e de ilusionismo e teatro, como o “Além da Mágica”; trabalhos de clown, como o “A Noite dos Palhaços Mudos”; e centrados na investigação de uma dramaturgia moderna e da interpretação, como “Rainha(s), Duas Atrizes em Busca de um Coração”, “In On It” e “Comunicação a Uma Academia”. O festival, no entanto, não se resume a apresentações de espetáculos diversos. A iniciativa inclui atividades de formação e reflexão, como oficinas, palestras, encontros e lançamento de livro, além do Lounge Fiac Oi, um espaço de convivência que engloba outras linguagens artísticas. “O sucesso da primeira edição trouxe alegria, mas veio acompanhado de muita responsabilidade. Assumimos, desde o princípio, tentar trazer para a Bahia uma programação voltada para o que está acontecendo no mundo, em termos de experimentação estética e de linguagem. Continuamos com o mesmo espírito e comprometimento, pautados pela busca de espetáculos de qualidade, provocadores e inovadores”, enfatiza Nehle Franke, codiretora do Fiac-BA, que coordena o evento em conjunto com Felipe de Assis e Ricardo Libório. A provocação e a inovação às quais a diretora se refere não faltam à peça que, emblematicamente, abre o festival, dia 23, às 20h, no Teatro Castro Alves, só para convidados: “Regurgitofagia”. Nela, o ator e autor Michel Melamed lança mão do cruzamento de várias linguagens, como o teatro, a poesia falada, o stand-up comedy, sua performance e as artes visuais, para discutir a sobrecarga de estímulos do mundo contemporâneo e a relação que a sociedade de consumo estabelece com a cultura. Através de uma interface tecnológica, cada reação sonora da plateia (risos, aplausos, tosses etc.) é captada por microfones e transformada em descarga elétrica sobre o corpo do ator/autor. Assim, Melamed constrói uma espécie de espetáculo-manifesto, no qual propõe que se “vomite” os excessos a fim de avaliarmos o que de fato queremos redeglutir. A partir da noite da abertura, o Fiac-BA se espalha por 16 palcos diferentes.  “O público deve esperar uma programação diversificada e com um olhar bastante especial para o trabalho do ator. Muitos desses espetáculos têm elenco reduzido. Isso não foi um critério, mas em um ano de incertezas, pode ter nos influenciado indiretamente. Contudo, o que pautou a escolha foi a qualidade”, explica Felipe de Assis, lembrando que o festival ainda ampliou de 23 para 26 a oferta de atrações, em relação à primeira edição.   O Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia será palco de uma homenagem ao ator e diretor baiano Arildo Deda, que completa 70 anos de vida e está se aposentando da escola de Teatro da UFBA, no auge da sua maturidade criativa. O projeto tem o apoio da Secretaria de Cultura e de alunos e professores da UFBa, que realizarão uma leitura dramática do texto de Luiz Marfuz e que será interpretado pelo próprio Arildo Deda. A leitura de A Última Seção de Teatro, com direção de Marfuz, acontece dia 29, no Teatro Martins Gonçalvez, às 19h. Em seguida, em novembro, a peça estreia, no Teatro Vila Velha, com exibição nos dias 27, 28 e 29, seguido por seções 4, 5 e 6 de dezembro.    Serviço: de 18 a 20 de outubro, os ingressos para o festival serão vendidos a preços promocionais de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), exclusivamente na bilheteria do Teatro Castro Alves (das 12h às 18h) – Tel: (71) 3117-4899. No dia da apresentação, a venda de ingressos se dará exclusivamente nas bilheterias dos teatros. Durante o Fiac, o valor de qualquer ingresso é de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Mais informações com Beto Mettig: (71) 9112-6782, Joceval Santana: (71) 9975-8368, Jean Cardoso: (71) 8803-2894 ou em www.fiacbahia.com.br.






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