Salvador e BH recebem festival Vivadança

Salvador e BH recebem festival Vivadança

Texto adaptado por Rubens Barizon
Jornal de Teatro,RJ

 

Salvador e Belo Horizonte sediam o festival, que neste ano, amplia sua programação para a cidade baiana de Camaçari. O evento conta também com oficinas, mesas-redondas, exibição de vídeos e exposições. A dança está mesmo em alta temporada e no nordeste na 7ª edição  do Vivadança, Festival Internacional que está reunindo em Salvador, permanece durante todo o mês de abril.

Artistas, companhias, pesquisadores e outros profissionais da área do Brasil e do mundo apresentam e discutem as produções contemporâneas de dança. O festival, o maior do gênero no Norte/Nordeste, foi o único projeto da região contemplado em O Boticário na Dança, uma plataforma de incentivo ao desenvolvimento de projetos no segmento em todo o Brasil, destacando a relevância conquista nacionalmente pelo evento.

Pelo segundo ano consecutivo o festival parte com sua programação para Belo Horizonte (MG) e pela primeira vez para o município baiano de Camaçari. Entre as três cidades, o VIVADANÇA ocupa oito teatros, além do Passeio Público, em Salvador. “Realizamos um festival amplo, que dialoga com a cidade e cada vez mais estende seus horizontes, celebrando a dança e promovendo diálogos”, define Cristina Castro, criadora, diretora artística e curadora do evento.

 

Ao todo, o festival que tem o patrocínio master de O Boticário e do Governo do Estado da Bahia através do Fazcultura, conta com 22 espetáculos em cerca de 60 apresentações e realiza 30 oficinas gratuitas, duas mesas-redondas, mostra de 40 vídeos sobre dança, duas exposições de artes visuais e lançamento de livro, além de viabilizar a produção de um espetáculo baiano de dança inédito através do Prêmio VIVADANÇA.

 

Panorama

Uma característica do VIVADANÇA 2013 é a presença de companhias marcantes no cenário nacional, com diferentes trajetórias. Entre elas, 1º Ato (MG), Cia. Borelli de Dança (SP), Ballet de Londrina (PR), Muovere Cia de Dança Contemporânea (RS), Focus Cia de Dança(RJ) e Companhia de Danças de Diadema (SP). Ao todo, serão nove grupos, de sete estados. 

 

“São companhias, em geral, com elenco de médio porte, o que dificulta a circulação pelo país. Nesse sentido, o festival este ano oferece um recorte específico dentro da sua ampla programação, que tem um caráter panorâmico da dança contemporânea feito no mundo”, observa Cristina Castro, articuladora das atividades do festival, que conta com parcerias internacionais.

 

Outras fronteiras

A programação internacional traz obras de oito países. Dentre eles, alguns cuja produção em artes cênicas não costuma circular pelo Brasil, a exemplo da República do Chade e Israel. Três interpretes-criadores – Rodrigue Ousmane (Chade) e Noa Algazi e Eran Gisin (Israel) – integram o programa de vencedores do Internationales Solo-Tanz-Theatre Festival (Alemanha), com obras também de Portugal, Canadá e Estados Unidos. Na programação de espetáculos, o VIVADANÇA traz ainda montagens da França, México e Japão, além de uma produção que combina a energia afro-baiana com o butô oriental, resultado de uma parceria entre o Bando de Teatro Olodum e o mestre Tadashi Endo. 

 

Mais uma vez, o festival levará a arte das ruas para o palco na Mostra Hip Hop em Movimento, que conta com oficinas (de break dance, grafitti e DJ), mesa-redonda, feira, além de uma batalha de break. A mostra será encerrada com o show do rapper e apresentador de TV, Thaíde. Pelo sexto ano, o festival também abrirá espaço para artistas profissionais e amadores na Mostra Casa Aberta, que em 2013 recebeu mais de 160 inscrições.

 

Nesta sétima, o festival reúne cerca de 200 artistas e outros profissionais de dança, além dos 500 participantes da Mostra Casa Aberta. Para Ivanna Soutto, especialista em Gestão Cultural, que passa a assumir a Direção da Marca do Festival, este mix de conteúdos é o diferencial do VIVADANÇA, que justifica o convite de O Boticário em associá-lo à plataforma nacional que irá investir cerca de R$ 14 milhões em projetos nacionais de dança. O festival é realizado da Baobá Produções Artística e Teatro Vila Velha. A direção de Produção é de Luiz Antônio Jr., e de Administração, Rafael Matos. 

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