Em defesa da Arte

Em defesa da Arte

 

Por Carla Costa

Dignificar o trabalho do ator e dos profissionais da área, além de tornar o teatro mais acessível à população. Estes são os principais objetivos da Cooperativa Baiana de Teatro que, este ano, completou cinco anos de fundação. Criada por grupos de teatro e feita por artistas e técnicos organizados em companhias, a cooperativa não tem fins lucrativos e, ao longo dos anos, tem ganhado respaldo no meio artístico por gerar trabalho e renda aos atores baianos.
Os grupos que integram a organização respondem por uma parcela significativa da produção teatral de Salvador e têm atuado no mercado cultural não apenas da cidade, mas do País, onde se apresentam em diversos festivais. Muitos deles têm em seu repertório espetáculos premiados, além de nomes reconhecidos pelo público e pela crítica.
A presidente da cooperativa, Karina de Faria, explica que a instituição é importante, pois possibilita que os artistas baianos sejam fortalecidos juridicamente, além de facilitar as transações profissionais através do uso do CNPJ, emissão de notas fiscais e participações em editais.
Atualmente, 19 grupos com 50 associados integram a cooperativa e pagam uma taxa para manter as despesas do lugar. Para participar, é necessário fazer parte de um grupo teatral ou ter um núcleo de teatro com dois anos de existência e espetáculo.
A cooperativa oferece os serviços de montagem de espetáculos, promoção de eventos teatrais, agenciamento de peças e também da companhia de artistas para atuação nas áreas de cinema. São oferecidos, também, a elaboração de propagandas, teatro empresa, animação de eventos, telegrama animado, esquetes teatrais, espetáculos, cenário, figurino, iluminação, promoção de cursos de formação em teatro (artísticos e técnicos) e produção teatral.
Para a presidente, a principal dificuldade do ator baiano também é a falta de investimento dos órgãos públicos. Karina considera que os trabalhos culturais que foram feitos em outras administrações não foram consistentes e não deram visibilidade ao teatro. “A sociedade não sabe o que é teatro, pois ela não teve contato com o mesmo. Infelizmente, na Bahia, as pessoas preferem outros divertimentos porque não aprenderam a apreciar as peças. É questão de hábito”, diz a presidente.
Associada da cooperativa desde a sua fundação, a atriz da Companhia de Teatro Brasil, Sandra Simões, diz que a instituição possibilita aos grupos maior força política e visibilidade. “A Cooperativa Baiana de Teatro é uma instituição que resguarda, estimula e ajuda no crescimento profissional do ator. É como uma mola propulsora para maior geração de empregos e para uma maior, melhor e mais acessível oferta de produtos e serviços artísticos para o País”, afirma Sandra.

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