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Editorial
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Postado por claudia
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Sáb, 10 de Outubro de 2009 23:00 |
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Ao observar as 11 edições passadas do Jornal de Teatro, percebemos o pouco espaço que demos para o teatro infantil. Não há nenhum motivo especial para isso, mas, simplesmente, o assunto passava pelas reuniões de pauta. E por quê? Será que não se ouve falar de teatro infantil nos demais meios de comunicação e nas mesas de discussão pelo mesmo motivo, por que “passa batido”? Sem justificativas, resolvemos dedicar grande parte desta edição (que não por acaso circula durante o Dia das Crianças) para os profissionais que talvez mais se dediquem a formações de público, à construção de pensamento teatral e ao primeiro contato de multidões com o palco. Sim, multidões – sem medo de exagerar -, pois, em uma pequena amostragem que fizemos, percebemos que o primeiro contato com a atividade dramática de grande parte das pessoas que nos cercam foi durante o período escolar, nas famosas excursões ao teatro. Mesmo que o hábito não tenha sido mantido fora da escola, a impressão inicial vem dali – e talvez a motivação para seguir uma carreira. Dentre os profissionais de teatro infantil com que conversamos, muitos concordam que a escolha de viver da arte veio deste período e que há falta de valorização dos espetáculos porque muitas produções não representam muito bem a classe. Peço licença para dividir uma história pessoal, retomada sempre que minha família conta as situações bizarras da infância de cada um. Com quatro ou cinco anos, meus pais me levaram ao teatro, e interessado, sentei nas primeiras filas de uma casa lotada. No palco surgiram príncipes, princesas, fadas – mas eu não estava preparado para o bruxo - e, quando ele surgiu, saí correndo desesperado por todo o teatro. Entre risos de toda plateia e principalmente dos meus pais, tiveram que me explicar que nada daquilo era real. Este deve ter sido o meu primeiro contato com o teatro e, com certeza, se confunde com o de grande parte dos leitores. As mães ainda contam histórias para as crianças antes de dormir? Minha geração ainda teve isso e contávamos também com a poesia dos circos de final de semana e de pessoas como Bia Bedran na televisão. O que considero mais interessante nos espetáculos infantis, assim como na contação de histórias, lendas, fábulas e até nos melodramas circenses, é que o final dos mocinhos nem sempre é feliz. Qual a realidade dos artistas do teatro infantil? Suas histórias de vida, como as que interpretam, nem sempre têm final feliz? Acompanhe nas próximas páginas do Jornal de Teatro o depoimento de alguns destes artistas que vencem a desvalorização e conquistam as crianças de todas as idades.
Rodrigoh Bueno Editor do Jornal de Teatro |
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Editorial
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Postado por Danilo Braga
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Seg, 06 de Julho de 2009 17:40 |
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| "Uso o verbo "encontrar" não com o sentido de achar ou descobrir, mas com o significado de tornar próximo".
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Editorial
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Postado por Danilo Braga
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Sex, 26 de Junho de 2009 16:47 |
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Desde as primeiras reuniões editoriais sobre o conteúdo do Jornal de Teatro, há alguns anos, um dos pontos comuns a todos os envolvidos no projeto era a vontade de apresentar profissionais de destaque nas artes cênicas pouco conhecidos às vezes até para a própria classe. Dar nome, cara, localização e principalmente voz àqueles que sustentam o teatro e a dança brasileira com o trabalho físico, criativo e que enfrentam testes e audições para levar ao palco a arte e a cultura próprias. Sempre procuramos identificar os profissionais de cada área em qualquer canto deste País - quiçá do mundo, mas não tivemos tempo de ouvir a (belíssima) voz de Juliana de Aquino.
A atriz e cantora brasiliense foi umas das vítimas do acidente aéreo da Air France, em junho deste ano. Pesquisando a biografia da artista para fazer uma homenagem, ficou o sentimento de tristeza em ver um talento brasileiro ter o trabalho reconhecido em outros países e nem tanto por aqui. É impossível não pensar que há outros tantos artistas que cruzam um oceano de dificuldades para mostrar seu trabalho e por aqui ganham uma linha nos grandes veículos quando estão relacionados a uma tragédia. Como verão na matéria, Juliana trilhou uma linda carreira no mundo dos musicais: uma pérola, brilhante e negra como o sangue brasileiro. Aproveito o gancho para agradecer e (re)apresentar os nossos colunistas internacionais, dois brasileiros que foram buscar referências em outros países e mostrar para os gringos o nosso jeitinho de fazer teatro. Nesta edição, Adriano Fanti nos mostra que a política cultural de Londres não é assim tão pontual quanto a fama dos seus colegas britânicos. Luciana Chama, que mora na cidade norte-americana de Los Angeles, revela que nem só de cinema vivem os profissionais de lá e, entre um filme e outro, é possível conferir grandes astros das telas nos palcos. Por aqui temos grandes nomes nos palcos e nos bastidores: as coreografias recheadas de manifestos artísticos de Borelli, a sensibilidade luminosa de Cizo de Souza, a renovação empreendedora de Mara Carvallio, o debate sobre a crítica de teatro com Luiz Carlos Vasconcellos (Grupo Piollin) e Eduardo Moreira (Grupo Galpão), e a experiência de Tonia Carrero com uma vida dedicada ao teatro. Todos soltando a voz - tema da nossa reportagem especial. Ironicamente, a voz era o instrumento de trabalho e dom de Juliana à quem dedicamos essa edição.
Rodrigoh Bueno Editor do Jornal de Teatro |
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Editorial
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Postado por Danilo Braga
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Seg, 08 de Junho de 2009 17:45 |
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Uma das últimas matérias a ficarem prontas desta edição do Jornal de Teatro foi justamente a que teria um destaque na capa, falando de Marília Pêra. Como apresentar a atriz sem cair nos elogios clichês ou nas centenas de adjetivos que já foram atribuídos a ela nas últimas décadas? Como dissociar o papel de fã e escrever sobre uma mulher que conquistou o respeito de uma nação com trabalho e paixão? A única solução que encontrei foi agarrar características de dois grandes homens também presentes nesta edição: a verdade de Oduvaldo Vianna Filho e a ousadia de Ivan Cabral. Vianinha não tinha medo de ser autêntico. Seu trabalho é ousado e moderno, exatamente por mostrar a complexidade que há nas simples relações. Familiares, amorosas, trabalhistas e outras tantas. Essas relações que podem até nos tirar o sono, mas que enchem nossos pulmões antes do grito. Um Vianinha de outros tempos seria Ivan, principalmente quando se vê a paixão com que fala das dificuldades que o seu Satyros enfrentou durante os já 20 anos de história e da frequente renovação que alimenta o grupo. É ousadia insistir na arte que acredita? Pois se a resposta for afirmativa, estes são três belos exemplos de que "remar contra a maré" pode mudar a história de muita gente. Estivemos com Marília Pêra na coletiva de lançamento da temporada paulista de seu espetáculo, "Gloriosa". Como o musical já teve temporada no Rio de Janeiro, as informações sobre a peça já estavam disponíveis antes mesmo da atriz subir ao palco acompanhada dos atores Guida Vianna e Eduardo Galvão. Mas a presença da atriz falando da construção de mais uma personagem vale este editorial. Como se conversássemos com uma iniciante, ela diz que possui muitas limitações em cena e por isso busca tanto aperfeiçoamento a cada nova mulher que apresenta ao público. Diz ter medo que sua voz, seus gestos e sua imagem se repitam em diferentes peças e que ainda sonha com um grande papel no cinema. Deixa escapar que, mesmo com a concentração quase exagerada no palco, por hora se perde entre as gargalhadas do público e tenta arrancar ainda mais. Enfim, mostra-se uma atriz "orgânica" como outras tantas. Os experientes Eduardo Galvão e Guida Vianna também mostram que mesmo estando ao lado de um dos nomes mais fortes da dramaturgia brasileira, ainda sentem uma grande insegurança todos os dias ao pisar no palco. Isso porque "é sempre diferente a maneira que você vê, da maneira que os outros vão ver", diz Marília. Pois quando não houver insegurança em relação ao que o público vai pensar, não há espetáculo, Marília. Quando não houver mais o que se questionar, não há dramaturgia, Vianinha. Quando não houver mais tesão, não há teatro, Ivan.
Rodrigoh Bueno Editor do Jornal de Teatro |
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