Cia. Luna Lunera com concepção dramatúrgica de Jô Bilac

Cia. Luna Lunera com concepção dramatúrgica de Jô Bilac

Distante do Brasil, quatro amigos se reencontram e apresentam suas angústias, impasses cotidianos e frustrações. Com patrocínio do Banco do Brasil, “Prazer”, da companhia mineira Luna Lunera, ganha credibilidade no Festival de Curitiba e inicia temporada hoje, dia 11 de abril, no CCBB do Rio de Janeiro, dando continuidade ao trabalho teatral.

“Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” de Clarice Lispector é o ponto de partida da peça teatral, em que um dos personagens diz: “uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de, que nos empurra para frente. Foi o apesar de, que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de, que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso”.

Em 2007, um processo sui generis foi desenvolvido pela Cia Luna Lunera e cada ator teve um projeto de direção, com período de uma semana para dirigir os demais atores; baseado no conto “Aqueles Dois” de Caio Fernando Abreu. Não houve eleição de um único diretor e foram algumas experimentações na criação de um espetáculo com direção e dramaturgia compartilhadas. A proposta de direção para a montagem de “Prazer” vem da continuidade da dessa pesquisa.

Alguns colaboradores como Jô Bilac, expoente da dramaturgia contemporânea brasileira, participa na dramaturgia. Roberta Carreri, atriz do Odin Teatret, referência mundial na criação e pesquisa teatral que conduziu um treinamento durante uma residência artística com a Cia Luna Lunera. Mário Nascimento, bailarino e coreógrafo paulista, radicado em Belo Horizonte, deu um treinamento corporal e contribuiu na interface entre teatro e dança. Éder Santos trabalhou com a videoarte.

Mais informações www.cialunalunera.com.br

Texto oficial adaptado por Rubens Barizon
Do Jornal de Teatro

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