Cássia Eller revive

Cássia Eller revive

Por: Fabiana Costa

Há 13 anos, com 39 anos de idade, a artista brasileira Cássia Eller morreu e deixou um legado de muito valor para apreciadores da Música Popular Brasileira. Estourou nas paradas musicais em 1981, quando participou de um espetáculo de Oswaldo Montenegro. 

Aos 14 anos teve seu primeiro contato expressivo com o mundo da música, quando ganhou de presente seu primeiro violão e tocava principalmente músicas dos Beatles.

O que poucos sabem é que Cássia, antes de ser reconhecida cantou em coral, participou de testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista e se apresentou como vocalista de um grupo de forró. Isso mesmo, a grande Cássia Eller, também fez parte, durante um ano, do primeiro trio elétrico de Brasília, denominado “Massa Real”, além de ter tocado surdo em um grupo de samba. Depois desses experimentos, trabalhou em vários bares, cantando e tocando violão.

Aos 19 anos, em busca de liberdade pessoal, foi morar em Belo Horizonte. Por causa dos shows em turnos diversos, não conseguiu concluir o ensino médio na escola, não havia tempo ara se dedicar aos estudos.

Sua voz grave e seu ecletismo musical a caracterizavam. Assim interpretou canções de artistas como Cazuza, Renato russo e Rita Lee, do Rock brasileiro, Chico Buarque e Caetano Veloso, do MPB, passou também pelo Pop de Nando Reis.

Cássia era intensa e apaixonada pela vida, quando estava no palco , fazia daquilo um momento único, uma experiência de vida. Demostrava essa intensidade na preferência de gravar álbuns ao vivo. Polêmica e irreverente, sempre teve sua bissexualidade assumida e conviveu por anos com Maria Eugênia Vieira Martins, quem cuidou do filho de Cássia após sua morte.

Algumas músicas se encaixam exatamente à voz de alguns interpretes “Segundo Sol”, “Malandragem”, “Por enquanto” e “Luz dos olhos”, são algumas se conectam perfeitamente ao timbre da artista. 

Pela primeira vez a trajetória da vida da cantora será encenada em ‘Cássia Eller – o musical’, que estreou no dia 29 de maio no CCBB-RJ, com direção de João Fonseca e Vinícius Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias. O espetáculo tem patrocínio do Grupo Segurador Banco do Brasil e Eletrobrás, co-patrocínio da ONS e Finep e é uma realização do  Ministério da Cultura e Governo Federal.

O papel principal será interpretado por Tacy de Campos,  atriz e cantora de Curitiba, que foi escolhida entre mais de 1000 candidatas que se inscreveram para as audições, quando foi definido também todo o elenco, com mais seis atores, além da protagonista: Eline Porto, Emerson Espíndola, Evelyn Castro, Jana Figarella, Mario Hermeto e Thainá Gallo.

O texto de Patrícia Andrade flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical – dos primeiros passos como cantora a sua explosão nacional – sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, sua companheira com quem criou o filho Chicão. A autora fez um amplo mergulho na obra de Cássia e entrevistou familiares e amigos que a ajudaram a construir um mosaico fiel sobre a história da cantora.*

Fonte: Assessoria de imprensa 

 

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