Artistas de todo mundo marcam presença no Filo em Londrina

Artistas de todo mundo marcam presença no Filo em Londrina

Por Adoniran Peres

Um festival de todas as artes, que conta e retrata parte importante da história cultural do Brasil. Assim pode ser definido o Filo (Festival Internacional de Londrina), o mais antigo do gênero em toda a América Latina, que, desde 1968, apresenta espetáculos de reconhecido valor artístico, estético e de reflexão crítica, além de transformar a cidade paranaense em um palco multicultural do mundo. São grupos de teatro, de dança, de música e circos brasileiros, que fazem intercâmbio com artistas de outros países.
Com 49 atrações, de oito países – forma mais de 90 apresentações -, o evento abriu as cortinas, dia 5 de junho, e, até o dia 21, a proposta é contagiar o público, levar emoção e alegria aos palcos e às ruas da cidade. Além da programação internacional, com renomados espetáculos de todo o mundo, grupos e artistas de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Distrito Federal, do Paraná e do Rio Grande do Sul também fazem parte na mostra nacional. Somente a produção londrinense entra na programação com 14 espetáculos de dança, de circo, de música e de teatro.

Abertura
Na cerimônia de abertura, a satisfação de realizar mais uma edição do Filo tomou conta de organizadores, patrocinadores, autoridades e do público que compareceu ao Teatro Ouro Verde. O diretor do Filo, Luiz Bertipaglia, abriu a edição 2009, que comemora os 41 anos do festival, destacando a programação e ressaltando a importância das parcerias firmadas para viabilizar o evento. Segundo Bertipaglia, apesar de todo cuidado e esforço, a organização ainda enfrenta enormes dificuldades para realizar o evento.
“Neste ano, com a confiança dos patrocinadores, da Amen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e da UEL (Universidade Estadual de Londrina) foi possível trazer mais de uma centena de apresentações com 50 companhias e artistas, sem contar as atrações musicais e performáticas dos Pontos de Encontro do Filo. Além disso, oferecemos grande quantidade de atividades formativas, oficinas, workshops, palestras, bate-papos e os projetos socioculturais que contribuirão para o aprimoramento de nossos estudantes, profissionais de artes cênicas e do público em geral”, disse Bertipaglia.
A presidente de honra do Filo, Nitis Jacon, também ressaltou a abrangência do festival e prestou homenagens a dois grandes homens de teatro, cujas perdas, este ano, foram muito sentidas: Augusto Boal e Reinaldo Maia. “Ambos deram bases fundamentais para que o Filo se desenvolvesse”, lembrou Nitis, estendendo o tributo a Carlos De Gennaro, músico e ator integrante dos primeiros grupos universitários do Norte do Paraná.

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Os espetáculos
Após a solenidade, o público, que lotou o Teatro Ouro Verde, assistiu e aplaudiu de pé o espetáculo “A Noite dos Palhaços Mudos”, da Cia. La Mínima (SP). Na mesma noite, a plateia acompanhou, no Teatro do Filo, o espetáculo “Rainha[(s)] – Duas Atrizes em Busca de um Coração”, com direção de Cibele Forjaz, de São Paulo. Na tarde de domingo, dia 7, no Parque Zerão, o espetáculo “Circo Rural”, do Centro Londrinense de Arte Circense, colheu aplausos e sonoras gargalhadas de pessoas de todas as idades. Foi quase uma hora de encenação, com os tradicionais números circenses e contornos teatrais.
Além dessas atrações, o Filo contou com “Dias Raros”, do grupo Travessia, de São Paulo, apresentado na Sala do Sesc Londrina. A peça traz uma delicada partitura de sentimentos sobre a qual se desenvolve o trabalho dos atores. Quatro contos do escritor João Anzanello Carrascoza foram utilizados na montagem, onde se sobressaem conflitos e ternuras familiares, com as quais o público se identifica. Já na categoria Dança-Teatro, a peça Judite Quer Chorar, Mas Não Consegue, do diretor David Iannitelli, lotou o Teatro Usina Cultura, dia 12. Nos próximos dias 19, 20 e 21, o grupo Espanca, de Minas Gerais, traz para Londrina o espetáculo “Congresso Internacional do Medo”.

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Internacionais
Entre os destaques da programação do Filo 2009 também estão os espetáculos da França e da Rússia. Os palhaços russos do Teatro Licedei, com o “Semianyki”, inédito no País, se apresentam nos dias 12, 13 e 14. Os franceses estarão representados pelos espetáculos “Le Jeune Prince et la Vérité”, com o grupo Studio Théâtre de Stains, nos dias 18, 19 e 20, e “Passage Désemboîté”, com a Compagnie Les Apostrophés, no dia 11. Além desses, o Filo contou, nos dias 9 e 10, com “Pépé e Stella”, do Teatro Gioco Vita, da Itália, uma das melhores companhias de teatro de sombras e bonecos da atualidade.
Já entre os espetáculos do Mercosul, destaque para o grupo argentino Teatro Timbre 4, com o espetáculo “La Omisión de La Familia Coleman, apresentado nos dias 9 e 10. Primeira peça escrita pelo autor e diretor Cláudio Tolcachir, a encenação é um painel realista, que mostra uma família emocionalmente perturbada, através de personagens bizarros, psicóticos, manipuladores.

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